
Há algumas semanas participei numa conferência cujo objetivo era mostrar os benefícios das terapias holísticas — como podemos cuidar das dores físicas, emocionais e mentais sem recorrer obrigatoriamente a medicamentos. 🌱
Já tinha vivido esta experiência há alguns meses e, nessa primeira vez, a minha intervenção emocionou o público: lágrimas, partilhas, muito amor. Foi um momento bonito. 💫
Desta vez, porém, a experiência foi diferente.
O público era menor e a energia não era a mesma.
Subi ao palco com um exercício diferente: convidar pessoas a perceber o que os outros veem nelas (pessoas que não as conheciam) e confrontar isso com a sua própria perceção.
Escolhi uma mulher que senti emocionalmente bloqueada — a Sofia. Intuí que ela precisava de luz. 💡
Vários voluntários descreveram as mesmas forças e feridas nela, e ela confirmou. No entanto, não houve lágrima nem dramatismo: ela manteve-se contida, em resistência.
Senti que perdia o público. Parte de mim desejava “forçar” uma abertura emocional para o espetáculo — mas a terapeuta em mim sabia que isso seria desrespeitoso. Respeitei o seu ritmo. 🤝
Depois da atuação, veio a dúvida: terei desiludido o público?
A minha mãe (organizadora) disse que algumas pessoas acharam o exercício longo. Aquela confirmação do exterior feriu-me. 🥀
E, no entanto, mais tarde, recebi mensagens de duas pessoas a dizer que se tinham reconhecido em Sofia e que o exercício as tinha tocado profundamente. 💌
Foi nesse momento que percebi: o visível nem sempre revela a verdade.
Compreendi que esta sessão não foi só para o público — foi também para mim.
Ela veio trabalhar o meu apego à validação, ao espetáculo e à necessidade de provar o meu valor.
👉 A crítica fala sobretudo de como o outro percebe as coisas, não de quem tu és realmente.
👉 As palavras dos outros não mudam o teu valor nem o que trazes ao mundo.
Percebi que o meu papel como terapeuta não é impressionar ou convencer; é servir, ajudar e semear. Mesmo que apenas uma pessoa seja tocada, a missão está cumprida. 🌱
A crítica faz parte da caminhada — faz parte do mundo humano e do espelho que os outros nos oferecem.
Mas a nossa luz interior não depende desse espelho. Ela vive em nós, independentemente de aplausos ou críticas. ✨
Se te acontece sentir afetado(a) pela opinião alheia, lembra-te: a crítica é um reflexo do outro, não a tua identidade. Respira, agradece e volta ao teu centro. 💫



